• The America Inverter

🇧🇷 Precisamos falar sobre emissão de carbono no setor de viagens e turismo.

Nosso setor cresce rapidamente. Somos responsáveis por muitos empregos em todo o mundo. Mas também somos responsáveis por 11% das emissões de carbono do planeta.



O aquecimento global está mudando os destinos que visitamos - e onde as pessoas vivem.

O setor de viagens e turismo compartilha algumas questões comuns relativas ao desenvolvimento sustentável na América Latina e difere dos problemas que outros continentes estão agora enfrentando. Temas como a erradicação da pobreza e desigualdade social, desequilíbrio econômico em relação aos países do norte e instabilidade monetária e financeira, desflorestamento, tratamento sanitário e poluição das águas de rios, lagos e mares estão entre os tópicos que todos nós, desde Baja California no México até a Patagônia Chilena e Argentina nos unem e afetam nossas atividades como profissionais e como destinos.


Em termos de conservação ambiental e proteção do meio ambiente, há somente 1 único tema que é global, e este tema é o das mudanças climáticas. O assunto é difícil de se enfrentar - e sem grandes soluções práticas desenvolvidas em termos globais até o momento. O que sabemos é que, enquanto esta grande solução não vem, cada indústria deve se organizar e mobilizar para mudar o que está sob seu domínio. E nosso setor tem muito a fazer.

Os meios de transporte facilitados transformaram nosso setor gigante em oportunidades - e poluentes.

Somos responsáveis por 1 a cada 5 empregos do mundo e por pouco mais de 10% do PIB mundial. Temos muita força. Entretanto, ao menos 11% das emissões de gás carbônico também está concentrado em nossas atividades comerciais - atividades estas que nos são caras à própria sustentabilidade econômico - financeira do turismo como transportes e meios de hospedagem.


Nós emitimos mais CO2 em 30 anos do que nos últimos 800.000 anos. Os índices de emissão hoje são 60% mais altos que há 25 anos atrás. Mais de 200 bilhões de toneladas de carbono foram emitidas desde 2007 - e mais uma vez, somos responsáveis por 11% deste total.


As terras costeiras que nós amamos logo sentem os efeitos da mudança climática - e colocam nosso setor em risco.

Hoje a meta global é não permitir que a temperatura global aumente mais de 2 graus Celsius “em relação aos níveis pré-industriais”. Este limite é crucial em especial para as regiões próximas dos trópicos - adivinhem quem está nesta região? Nós, latino americanos.


Não podemos nos dar ao luxo de ver destinos que amamos e do quais dependemos desaparecerem, como nosso vastos litorais de praias paradisíacas. Outras áreas podem sofrer com a seca e outras tantas com efeitos correlatos com incêndios e altas temperaturas.


Assim, deve fazer parte do nosso trabalho medir e atuar para a redução da nossa pegada de carbono. Não é um trabalho individual e cada ator deve participar (e cobrar!) para uma cadeia sustentável de fornecedores - desde o provedor de insumos básicos até o viajante. Sobre este, devemos ficar ainda mais alertos: o turista já está consciente de que sua pegada de carbono afeta diretamente os destinos que ele visita, e já faz escolhas a partir das companhias aéreas, hotéis, receptivos etc que comprovem se responsabilizar pelo impacto ambiental que estes causam. Em breve, pra além das questões climáticas, teremos uma questão clara de demanda que precisamos estar prontos a responder.

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